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Meu livro: Quimeras

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Meu livro: Quimeras

Mensagem por Justin Klaus em 21/11/2013, 21:29

Este é o 1º capítulo do livro que to escrevendo se poderem ler e dar suas opinião ficarei imensamente grato...


Fairy Tale

    Sabem as histórias contadas pelos seus pais sobre bruxas e feiticeiros malvados que podem matar você, vampiros bebedores de sangue, lobisomens mutiladores, zumbis comedores de carne humana? Que depois eles têm o prazer de desacreditar? Elas são reais, ela existe com tanta força que você nem pode imaginar o quanto é ruim...
    Não me olhe assim, não sou um louco!
    Como eu sei de tudo isso? Deixa eu te contar minha história:
    Desculpe a minha falta de modos, meu nome é Gabriel Andrade e sou órfão, fui criado pela igreja com um único intuito, caçar bruxas, sou um adolescente ainda, mas me vejo como um guardião de raça humana, foi quando resolvi ir atrás de uns amigos que foram investigar um grupo de adolescente e não voltaram, moro no Rio de Janeiro, aqui tem todo o tipo de doido o que complica ainda mais nosso trabalho de caçar bruxas ou o nome oficial Anjos da Morte, eu sei muito brega, não escolhi o nome, nem o emprego, dois membros desaparecidos e mais cinco mortes que eram suspeitas, peguei minhas armas, uma katana, minha Glock, e vários símbolos sagrados da religião Cristã, nada muito chamativo, a katana iria num tubo de carregar projetos, a Glock e de uma liga não metálica, porém muito forte, os padres me deixaram em Petrópolis , fui ao endereço que foi a última localização dos meus amigos, Internato Apóstolo Fiel, o diretor da Internato fez seu papel de me falar sobre todas as qualidades do lugar, sua biblioteca era imensa, livro sobre diversos assuntos, mas, porém alguns estavam incompletos, livros sobre línguas mortas e coisas do tipo, putz, sério que era num internato misto Cristão que estava o problema, não sou um santo, detesto igrejas, fazer o quê? Calma ai, não me recrimine antes de morar em uma por muito tempo.
    - Estranho Diretor Paulo, vejo obras acadêmicas incompletas em sua biblioteca. Disse com cara de muito interesse.
    - Sim, vejo que é bem observador meu jovem, estão emprestadas aos meus alunos, uma turma especial. Seu sorriso me deu calafrios, caminhamos por todo Internato e ouvi comentários de uma fuga para ir a um Bar no centro, eu obviamente estaria lá, descobri com as meninas onde era o bar. É sempre fácil, adolescentes mais bebida de graça, igual a verdade, a noite caiu e o grupo do Internato chegou, o clima até então calmo mudou, as pessoas saíam da frente, desviavam os olhares, eles eram temidos e me juntei a eles.
    - Sou Gabriel, e infelizmente meu padrasto quer se livrar de mim e minha mãe, se tivesse total controle da minha energia eu acabaria com os dois. Dei um tiro no escuro para ver a cara deles, eles se entre olharam e começaram a gargalhar...
    - Vamos, honre-nos com uma demonstração de sua energia. Disse um garoto, era claramente o líder.
    Sou um trapaceiro nato, em minha manga havia um conjunto de molas que disparavam um mini dardo com tranqüilizante, praticamente invisível, fiquei fazendo caretas por uns dez segundos e um deles caiu, eu também cai, houve um silêncio entre eles.
    - Com o treinamento certo, você vai ser um Semi-Deus, como alguns de nós, meu nome é Leonardo, sou o líder deste grupo de magia, que agora aceita você. Disse Leonardo que estava claro não ser o líder de verdade, se ele é bruxo, eu sou o Criador, sorri e estendi a mão, foi quando uns dos caras do grupo me chutou nas costelas.
    - Olha o novato, acha que é igual os veteranos, somos a elite, vai buscar a porra da bebida, fui buscar, trouxe varias cervejas e um copo com água do vaso, e joguei na cara do babaca, ele voou para cima de mim, bloqueei seu soco e o imobilizei com um mata leão e uma chave de rim, conversei com eles sobre coisas que vi bruxas fazerem dizendo que era eu quem tinha feito.
    Minha vontade era de espancar cada uma deles até saber onde estavam meus amigos, mas não poderia pegar todos de vez tinha que fazer tudo de maneira bem planejada.
    - Vamos sair daqui, temos de treinar, precisamos estar preparados para contra-atacar se algum idiota quiser nosso lugar. Disse Leonardo, todos começamos a andar.
    Eu não queria ir, mas precisava saber onde eles se escondem quanto estão fora do Internato, nos dividimos em grupos, dois por taxi, eu estava com uma menina que era linda, porém tímida demais, estávamos já uns cinco minutos sem dizer nada, ela estava tremendo e com a mão coberta por uma camada de suor frio.
    - Você não deveria ir, não importa se você é bom de briga, eles vão te machucar e eu te vi antes de você aparecer, em meus sonhos, sei que você vai nos matar, eu nunca quis ferir ninguém, mas sou fraca e covarde demais, para impedi-los. Ela sabia de mim e ficou em silêncio, ela agora tentava me proteger deles, nunca em toda minha vida alguém esteve preocupado com minha segurança, minha mente estava confusa, ela era uma deles, uma maldita bruxa, então por quê?
    - Onde estão os dois que vieram antes de mim? Eles estão vivo? Perguntei ainda em choque.
    - Leonardo os prendeu em algum lugar, juro que não sei onde. Ela olhava dentro dos meus olhos e eu era invadido por um calor e um embrulho no estomago.
    - Por que está me ajudando a destruir o pequeno circo de horrores de vocês?
    - Eu tenho sonhado com cada versão do futuro que pode acontecer, foi quando vi você, eu me apaixonei por você na mesma hora. Ela beijou minhas mãos com uma devoção, olhei bem para ela, os cabelos longos e ruivos, a pele de mármore, os seios grandes e firmes. - Sou Valkiria e não vou permitir que machuquem você.
    O taxi parou, havia mais uns dez taxis ali, era uma casa bem próxima do Internato, na verdade era uma mansão, uma área enorme e uma esplendida mansão no centro.
    - Vai, eu invento uma desculpa para você. Valkiria estava realmente com medo por mim? Ou só queria me afastar dos amigos dela? Sorri para ela, peguei na mão dela, E passei pelo portão e algo atingiu minha cabeça, acordei sentado, amarrado, vendado e com uma enorme dor no corpo inteiro, tentei me soltar, ouvi passos e a venda saiu de meus olhos que imediatamente queimaram com as luzes do local, aos poucos voltei a ver estava todos lá, me observando, Valkiria esta sendo contida por dois caras, Leonardo e o cara que bati estavam a poucos metros de mim, sorrindo como uns psicopatas controlei minha respiração e sorri de volta para eles.
    - Isso é um tipo de iniciação? Se for não gostei e quando eu sair daqui vou arrebentar cada um de vocês meninos. Disse o que eu realmente queria fazer, mas que não havia como fazer naquele momento.
    - Você está em nossas mãos. Disse o cara olhando para Leonardo, o mané chega mais perto com um punhal na mão, era bem grande e parecia bem afiado também, tentei pensar em algo que pudesse ter criado aquilo e não lembrei nada, agora vejo que deveria ter dado muito mais atenção às aulas. - Desista de entrar em nosso seleto grupo, você não tem o que é preciso para ser um de nós.
    - Carlos, não vai adiantar falar nada com este ai, acho que devemos aproveitar e usar o sangue dele em um de nossos rituais. Aquele não era o Leonardo que estava no bar, sua presença era como a de um rei, ele estendeu a mão e pegou o punhal e enterrou na minha perna, não gritei não me debati, apenas tentava soltar minhas mãos ou pernas, só preciso de um vivo para que me leve aos outros, consegui soltar minhas duas pernas, joguei todo meu peso para trás, fazendo um mini mortal, meus pés atingiram o queixo de Leonardo que caiu para trás, a cadeira não resistiu ao impacto e se quebrou, com um pulo passei as mãos para frente, uns quinze caras começaram a vir na minha direção, Valkiria tinha razão, nunca deveria ter entrado e o pior em uma desvantagem numérica feia, eles tinham muitas lâminas e eu terei sorte se morresse rápido. Um vento frio invadiu o lugar, as lâmpadas piscavam, todos olharam para mim, mas minha expressão deixava claro que não era obra minha, meus olhos foram até onde Valkiria estava ela tinha os olhos brancos e as veias pareciam em seus rosto, um fio elétrico cai entre nós e o grupo armado, neste momento ela desmaia, odeio quando estou quase vencendo e as coisas mudam a coloquei atrás de mim e segurei o fio.
    - Vou lhe dar uma chance. Vá embora e não volte e nada acontecerá com você. Disse Leonardo, eu poderia voltar armado e acabar com todos, mas tinha que descobrir o que eles estavam planejando.
    - Eu nunca recuo, nunca, se não me queriam aqui era só dizer, eu não tenho medo de vocês. Disse, na verdade eu estava com medo, para o meu espanto todos riram e aplaudiram, colocaram as lâminas na mesa e se sentaram.
    - Primeira lição, uma vontade inquebrável, você demonstrou, uma força de vontade admirável, parabéns irmão e seja bem vindo a nossa família. Disse Leonardo me abraçando. - Nossa a Val deve mesmo gostar de você nunca a vi tão irada, aqui estudamos magia, treinamos mente e corpo, este é nosso templo aos Deuses das Trevas e você chegou a um momento único estamos a poucos passos de dia vinte um de dezembro, o dia que os tolos acham que o mundo vai acabar nós vamos usar a energia deste dia carregado de magia para invocarmos o Primeiro Decaído, eles nos dará um poder invencível e poderemos finalmente parar de viver nas sombras, seremos reis e rainhas de uma nova era sei que você tem poder para nos ajudar, mas precisávamos saber se tinha uma mente impenetrável, está pronto para ser um Deus?
    Ele estava falando mesmo de trazer Lúcifer à terra? O Arcanjo Caído tinha um poder infinitamente incompreensível para mentes humanas, agora eu tinha vontade de rir.
    - Claro que estou pronto, vamos mudar o mundo e refazê-lo a nossa imagem, uma versão forte e decidida. Eu precisava salvar meus amigos e depois acabar com a festa destas bestas. - O que posso fazer?
    - Agora precisamos de vidas para o sacrifício, mas exatamente cinco jovens almas, assim poderemos trazer-lo para este plano e sermos premiados. As palavras de Leonardo eram para mim como as de um fanático religioso, e um líder fanático acaba levando muitos a morte, aquilo tinha de acabar o mais rápido possível- Eu consigo, mas onde eles ficaram até o momento do rito?
    Só precisava saber onde meus amigos estavam e solta-los e voltar e matar cada um ali presente, muitos me criticam por não acreditar em salvação, eu elimino o lixo da terra, nunca tentei salvar nem uma das almas que matei, e olha que foram muitas.
    - Temos celas para eles no porão, lugares onde temos cinco esperando o
momento precisamos de cinco aqui e de marcar mais cinco pontos pela cidade,
você vai ficar com o grupo que traz as oferendas para cá, enquanto o meu grupo
abençoa alguns lugares. Disse Leonardo andando até um pequeno bar e abrindo
uma garrafa de vodka e bebendo um longo gole. - Agora vamos festejar sua chegada e amanhã começaremos os últimos detalhes de nossa ascensão.
    O lugar virou uma festa onde se bebia e se transava e ninguém era de ninguém, eu ainda estava com Valkiria nos braços quando começou a orgia, caminhei com Valkiria no colo e fui para um dos quartos e fiquei ali velando seu sono, era alta madrugada, quando sai do quarto e comecei a investigar o lugar, era realmente enorme, mas achei o tal porão, vi as pessoas que ele queria matar, eram apenas jovens com medo, e entre eles estavam meus amigos libertei a todos, com exceção de Valkiria, todos nos esperava no salão perto da porta.
    - Eu sabia que ele não era de confiança. Disse Carlos com uma espada medieval nas mãos. - Ele deve ser como os outros dois ali, um inquisidor miserável.
    Não havia outra saída teríamos de lutar, não que eu ligasse de matá-los, mas os outros dos eram mais dedicados a salvação das almas.
    - Sabem o que temos de fazer, nada de redenção esta noite e eliminar cada um dos deles e voltar para casa. Eu disse com uma autoridade que detestava usar, aquilo acabaria ali.
    Nós três corremos para a batalha, corri a direção de uma garota e peguei a adaga que ela estava nas mãos, antes que ela tivesse tempo abri a garganta dela com a adaga, atirei a adaga em uma dos caras que corria na direção das pessoas assustadas no fundo da sala, acertei no olho e ele caiu morto, foi quando vi Carlos levantar um dos meus amigos e jogá-lo longe, aqui não era normal, ele estava no mínimo possuído por alguma força maligna, corri na direção dele, eu tinha conseguido uma katana com um dos que matei, eu ataquei com fúria na direção do pescoço do maldito, ele segurou a lâmina com as mãos nuas, o maldito possessor sorriu para mim.
    - Se não é o menino que sobreviveu a mim uma vez há dez anos. Disse o demônio, não podia acreditar eu estava novamente diante do demônio que matou minha família e me colocou nesta missão de merda de matar bruxas, afastei alguns passos dele, eu tremi de ódio, por causa dele, eu era um maldito assassino, o demônio se lançou contra mim, fazendo a katana cair de minha mão e escorregou para longe de mim. - Ainda é o mesmo menino indefeso que não me deixaram matar, sente saudades de seus pais e de sua irmãzinha?
    Ele me batia com muita força, cada soco me deixava mais perto de desmaiar e da morte, enfiei os polegares em seus olhos e ele saiu de cima de mim, achei uma cruz de prata, levantei a cruz na direção dele e ele gargalhou em resposta.
    - Você não tem fé garoto, isso não tem poder algum contra mim. Ele se aproximava lentamente saboreando a vitória fácil, o peguei de guarda baixa e enterrei a base da cruz no olhos dele, não importa quem tenha possuído o corpo, a alma pode ser poderosa, mas o corpo é humano, sendo assim pode morrer, o que não aconteceu, pois ele se levantou e me pegou pela garganta, me debati, mas nada mudava o fato que eu estava morto, foi quando uma lâmina atravessou o coração da besta e ele caiu, vi Valkiria parada ainda com a espada na mão, a luta estava acabada, vencemos, foi quando ouvi a voz e Leonardo me chamando.
    -Acha que venceu? O nosso líder vai continuar e vai vencer no final, e ainda matará você. Com suas últimas forças apontou para uma câmera na parede.
    - Vamos sair daqui agora, tem alguém nos vendo pelas câmeras. Corremos para saída, eu fiquei para trás para arrumar um jeito de fazer aquilo tudo explodir, na falta de gasolina, tínhamos gás para mandar o lugar para os ares, havias varias coisas sobre a bancada, algumas me chamaram muitas atenção, peguei o que me interessava e preparei tudo para explodir e corri o mais rápido possível, nossa parecia à festa de ano novo em Copacabana... Ao sair vejo meus companheiros apontando suas armas para Valkiria.
    - Ainda restou uma, o que fazemos com ela? Diz Marcos, nunca tinha sentido tanto ódio na voz dele.
    - Matar não é a única opção, acho que eu resolvi tentar isso agora, confiam em mim? Ele sorriram para mim e começamos a caminhar para rua, onde tivemos de nos esconder para não sermos presos, pela polícia que estava chegando, caminhamos por algum tempo até José perguntar.
    - Tem vários motéis por aqui que não pedem identidade, podemos descansar em algum deles. Valkiria conhecia bem o lugar, nós fomos descansar, meus sonhos foram ruins, via a morte de minha família, via o demônio, e livros, muitos livros, lutava incansavelmente contra cada bruxo e bruxa que matei, senti mãos em meus ombros, por puro reflexo, girei o corpo e imobilizei a pessoa, era Valkiria, eu tinha uma faca na garganta dela, e ela me olhava assustada.
    - Você estava gritando e se debatendo, com esta faca na mão, fiquei preocupada, desculpa não queria assusta-lo. As palavras dela eram verdadeiras,
eu a abracei e fiquei ali, alguém bateu na porta do quarto, a soltei, e fui verificar, eram José e Marcos, eles estavam com a bolsa que peguei antes de explodir a mansão, entraram, puxaram as cadeiras e começamos a ver o que sabíamos, e depois de duas longas horas, descobrimos que estávamos às cegas.
    - Tem de haver uma ponta solta! Ninguém pode ser tão cuidadoso. Disse Marcos, Valkiria também não sabia nada que não soubéssemos, ela achava que Leonardo era o líder, eu sempre soube que não, mas achava que era alguém do grupo, não um observador externo. Quem tinha ligações com o grupo, mas não era um deles? Nada daquilo fazia sentido, eles tinham dinheiro, mas não podiam comprar tudo que era necessário para os ritos, olhei tudo que estava sobre a cama
e minha mente clareou, com num passe de mágica, eu sabia, talvez soubesse desde
o inicio, era obvio, estalei o pescoço e me levantei.
    - Preparem-se vamos caçar um maldito bruxo de verdade, e vamos matá-lo. Nos preparamos e caminhamos rumo ao nosso destino, paramos na porta do Internato, eles me olharam com ar de confusos, eu sorri, Valkiria tinha uma cópia da chave de um
portão lateral, entramos calmamente para a parte de trás da internato e lá estava
nosso alvo parado em frente um grupo de bruxos com bem mais idade que os
idiotas que matamos.
    - Vejo que você mudou de lado Valkiria, sempre achei que Você era o elo fraco do grupo. Paulo abaixou o capuz e o resto do meu grupo pode ver a face do mentor daqueles atos nefastos. - Como descobriram que era eu? Não me lembro de ter deixado nada que os ligasse a mim, deixei?
    - Seu único erro foi ser um mentor esforçado demais. Disse jogando os livros
de línguas mortas na direção dele. - Os livros que faltavam na sua coleção, era
muito fácil fazer com que eles fizessem todo o trabalho sujo, enquanto você e seu
séquito ficavam ricos com o dinheiro do Internato e o que eles te davam...
    Ele aplaudiu minhas explicações, e sua mão brilhou e uma bola de fogo voou
na minha direção, rolei no chão para escapar do ataque, Marcos acabou recebendo o ataque e voando uns bons dez metros, mas se recuperou rápido e nos espalhamos para podermos ter alguma chance de vitória, era difícil vencer tantos bruxos de uma única vez, coisas começaram a voar para todas as direções e nós ali tentando sobreviver.
    - É só isso que podem fazer? Correr como coelhos assustados? Juro que esperava muitos mais de vocês! Paulo fazia cadeiras, mesas e facas de rituais girarem ao seu redor, isso tornava impossível minha aproximação, cada disparo que dava atingia algo de sua barreira, ele era uma bruxo poderoso, olhei bem em seus olhos e o maldito sorriu para mim, neste momento todo ao meu redor mudou.
    Eu estava novamente em minha antiga casa, meus pais e minha irmã estavam ali brincando e rindo, eu me vi ali, feliz como nunca fui depois da morte deles, tentei tocar os cabelos de minha mãe e não pude era apenas uma ilusão, doía demais ver como éramos felizes, vi Paulo parado a poucos metros de minha família, ele moveu as mãos e fogo surgiu e começou a consumir minha família, os gritos, as expressões de agonia, eu podia ver tudo, ele estava me fazendo sofrer novamente, tentei correr até ele, mas o fogo me queimava, reuni todas as minhas forças, toda dor e solidão e ignorando o fogo corri até ele com um ódio que me dominava, minha katana fez um corte profundo em sua perna esquerda e a ilusão desapareceu, olhei ao meu redor e a cena não era das melhores, José, Marcos e Valkiria estavam encurralados, sem a menor possibilidade de saímos dali vivos, precisava ser rápido e fazer algo que distraísse os bruxos, olhei para os lados e vi um transformador de energia, joguei minha espada lá, não podia me dar ao luxo de errar, a katana atingiu perfeitamente o transformador e o show pirotécnico começou, luzes e faíscas para todos os lados, fios elétricos se soltavam do poste perigosamente balançando no chão perto de meus amigos, olhei novamente para os lados e vi como aquilo acabaria de vez.
    - Corram para as árvores! Eles correram e eu corri para o outro lado, ficando encurralado com uma enorme parede da piscina nas minhas costas e todos os bruxo se voltaram para mim. - Vamos lá suas crias bastardas do Inferno, façam o melhor que puderem!
    Nunca... Nunca mesmo provoquem bruxos treinados sem um grande plano, todos atacaram ao mesmo tempo, e eu subi para a beirada da piscina, o choque do ataque fez a parede ruir e a água inundou toda área que estavam os bruxos, foi só ai que eles se lembraram dos fios elétricos no chão, ainda bem que já era tarde, os bruxos fritaram, olhei meus amigos e Valkiria protegidos, odeio admitir mais estava realmente gostando dela, com minha visão periférica vi um movimento a minha esquerda, parece que Paulo
também havia previsto o meu plano, ele flutuava olhando seu séquito morrendo a sua frente, com um movimento os fios saíram voando e os bruxos caíram, porém nada mais poderia ser feito, estavam mortos.
    - Juro que você vai ser se arrepender de ter matado meus associados. Ele disse e uma espiral de energia brotou dele, todas as coisas no lugar voaram, e nós voamos juntos, éramos lançados em diversas direções, não havia nada em que pudéssemos nos segurar, caímos na lama próximos aos corpos eletrocutados, adagas atingiram nossas pernas e braços, todos menos Valkiria que parecia prever cada ação e se esquivar antes, lembrei da história de prever o futuro, isso levantava ainda mais perguntas, por que ela não viu quem comandava seu grupo? Por que não nos avisou sobre Paulo estar nos esperando? Não podia desviar minha atenção, havia um bruxo ensandecido tentando me matar, ele era a prioridade agora. Senti uma enorme pressão sobre meu corpo, e lá fui eu novamente pelos ares junto com Marcos e José, Valkiria calculou mal um dos
saltos e bateu a cabeça em uma mesa e estava desmaiada no chão. - Vamos ver quem eu mato primeiro?
    Meu sangue congelou, éramos bons por nunca darmos tempo para os inimigos contra-atacarem, ali era um situação completamente nova para todos nós, de caçadores à caça, Marcos levou a mão ao peito e começou a se contorcer de dor, eu sabia o que era aquilo, o bastardo estava pressionando o coração de Marcos, arranquei uma das adagas e arremessei contra Paulo que se defendeu com grande facilidade, José fez o mesmo, continuamos a atacar adagas, pedras, pedaços de coisas, tudo que estava a nosso alcance era usado, ele acabou sendo atingido por uma das pedras e desabamos na lama novamente, apanhei duas adagas e corri como um desesperado na direção de Paulo,que lança mesmo em pânico uma bola de fogo na minha direção, porém meu ódio era maior que a cautela, uso o que resta de uma mesa como escudo, me jogo sobre ele que tenta
me tirar de cima dele, ai olhos para ela e enterro as duas adagas em seus olhos lentamente até o cabo,penso em cada pessoa que ele matou ou corrompeu, observo o corpo inerte dele no chão, arranquei o coração dele, afinal era um bruxo, cuidado nunca é demais, arrastamos os corpos para a cozinha do Internato, e ateamos fogo neles e preparamos o lugar para explodir, caminhamos para a saída com Marcos falando.
    - Nada como mais um trabalho concluído com a sua marca pessoal Gabriel, destruição, mortes e muitas surpresas, ou seja um dia comum com ações incomuns.
    Eu vejo uma arma caída, a apanhei, paro em frente ao portão, cruzo os braços e olho para os resto do grupo destravando a arma e apontando para eles, todos me olharam com olhos arregalados, e eu apenas sorri em resposta.
    - A natureza humana as vez me entristece, um homem usa jovem como peões
em um jogo sujo pelo poder, porém o que mais me incomoda agora é uma única questão que ainda não conseguir entender. Aponto a arma para ela, estalo o pescoço, uma mania que tenho quando estou nervoso. -Você prevê o futuro apenas quando lhe é convêm, Paulo podia ter te matado e não fez, por quê?
    Meus amigos olharam para Valkiria espantados e se afastaram pegando as adagas que ainda carregavam, ela por sua vez continuava com expressão de medo no rosto, eu faço um gesto que pede que abaixem as adagas, dou uma piscada para ela, que sorri em resposta, dou um passo na direção dela e sorrio e lá fora os pássaros que ainda estavam próximo dali voaram com o som de um disparo.

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Re: Meu livro: Quimeras

Mensagem por Nefertinny_Nyx em 22/11/2013, 07:54


Esta indo pelo caminho certo. Vou lhe dar umas sugestões depois. Mas esta maravilhoso.

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May the circle be open, but unbroken, may the love of the goddness be ever in your heart.
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