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O Primeiro Desafio

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O Primeiro Desafio

Mensagem por Lexi em 16/11/2013, 13:59

Oi pessoal. Bem essa é minha primeira fanfic, eu comecei ela no fórum anterior e agora estou continuando.

Leiam, espero que gostem. Por favor, também falem sua opnião, sou muito nervosa com essas coisas... Se lerem, por favor postem o que acharam, bom ruim e tal... Também aceito sugestões Smile 

Obrigada e aproveitem.

Lexi
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Capítulo 1- Camile

Mensagem por Lexi em 16/11/2013, 14:01

Como sempre, acordei gritando. Esse não era exatamente o problema. Desde pequena eu tenho "coisas", sonhos, pesadelos e outras coisas estranhas. Não, esse não era o problema. Era essa sensação, algo estava errado.
"Alguém que você ama está em perigo." As palavras vieram até mim, e, naquele momento, pareciam certas. Não pensei pare de pensar besteiras e levantei.
A propósito, meu nome é Camile Johnson Williams e eu tenho 16 anos. Atualmente eu me encontro num acampamento de verão porque meus pais não me querem por perto. Ok, isso não é verdade. Meu pai e minha madrasta não me querem por perto. Principalmente minha madrasta.
Ok, isso não é importante.
Vesti jeans e uma blusa branca e amarrei meu cabelo num rabo de cavalo. Fazendo isso eu parecia quase normal. Meu cabelo é preto, muito preto. Tenho a pele branca e olhos castanhos que sempre me lembram chocolate. Minha pele parecia ainda mais branca hoje e as olheiras me lembravam do sono mal-dormido. Pouco a pouco, fui me lembrando do sonho...
Alguém bateu na minha porta e tomei um susto. Era Brad, meu namorado. Brad é aquele cara legal que sempre tem um sorriso no rosto. Tem cabelo loiro, muitos músculos e pele bronzeada. É o tipo de cara pronto pra encarar qualquer esporte radical, desde surfar a pular de um prédio em chamas direto na piscina. Acredite, ele já fez os dois. Embora a segunda opção não tenha sido do jeito que ele imaginava.
Ok, o acampamento em que estamos se divide em basicamente 4 áreas: o refeitório(apenas três refeições por dia) os chalés (onde dormíamos e roubávamos vinho da sra.Collin) o pavilhão (um lugar cheio de bancos ao ar livre onde se juntam 149 adolescentes pra fazer alguma coisa) e a floresta. A floresta fica logo atrás do pavilhão e eu realmente nunca fui lá. Brad e os amigos já, mas disseram que não era muito interessante.
Hoje seria a primeira vez que nos reuniríamos no pavilhão, porque uma vez no mês teríamos que ir lá. Além disso a única outra regra é "divirta-se" ou seja, se inscreva em uma ou duas atividades e te deixam em paz.
O dia passou como um borrão. Conversei com minhas amigas, almocei espaguete e ri da cara do Billy. Um dia normal. Horas depois eu estava sentada naqueles bancos, entre Amanda e Samara, no anfiteatro (ou pavilhão, do jeito que eu chamo). A sra. Crumley falava com a típica alegria que tinha desde que tinha se tornado uma lésbica assumida e tudo estava bem normal. Na verdade, eu estava morrendo de tédio.
Eu não estava realmente prestando atenção em nada até vê-lo. Aí tive certeza que a minha vida mudaria pra sempre. As próximas palavra que ouvi foram:
"Camile Johnson Williams! A noite escolheu-te; tua morte será teu nascimento. A noite chama-te; Escuta a doce voz Dela. Teu destino te aguarda na Morada da noite!"

Lexi
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Capítulo 2- Camile

Mensagem por Lexi em 16/11/2013, 14:04

O engraçado foi que eu não pensei nada do tipo: eu acabo de ser marcada e estou no meio de 148 adolescentes e 28 instrutores e professores a quilômetros de casa.
Não, só senti minha testa explodir de dor enquanto nenhum pensamento passou pela minha cabeça.
Quando a dor finalmente diminuiu, eu pude enxergar normalmente. Amanda e Samara pularam para fora dos bancos como se eu tivesse uma doença rara. Todos os olhares estavam em mim, passando entre choque e ódio. Até mesmo a sra. Crumley não mostrava sua alegria habitual.
Eu não sei bem porque fiz aquilo. Só, não sei, tinha que sair dali. Todos os meus amigos, meu namorado e até meus professores me olhavam como se eu fosse uma aberração. Ou quase isso. Corri e entrei na floresta. A escuridão me engoliu e ouvi vozes atrás de mim. Não sei o que diziam. Eu ignorei tudo. Na maior parte do tempo nem enxergava nada.
É só um sonho, é só um sonho, é só um sonho. Não parece um sonho.
Não sei bem o que aconteceu depois.
Quando me dei por mim, tudo estava tão normal que quase acreditei tudo realmente tinha sido um sonho. Até que uma voz disse: "Ela acordou."
Aí, eu abri os olhos. Uma linda mulher olhava para mim. Tinha cabelos loiros e olhos castanhos e amigáveis. Uma marca safira descansava em sua testa e leves tatuagens esculpiam seu rosto. Olhei ao redor. Eu estava numa sala branca, com várias camas. Ao lado, uma garota me encarava. Ela tinha longos cabelos pretos (mais pretos que o meu) e olhos azuis gélidos. Estava em pé, ali, de braços cruzados e me encarando como se esperasse que eu levantasse e a atacasse.
A mulher bonita sorriu e disse:
-Merry Meet e bem-vinda a House of Night.
Meu primeiro pensamento foi algo como: como assim bem-vinda a House os Night?
A primeira coisa que eu disse foi algo como: "O que?"
-Sinto muito, sei que isso pode ser confuso pra você. Sente-se bem para conversarmos? – perguntou a mulher bonita.
-Se eu me sinto...
-Deusa, garota, pare de ser tão estupida. Você aparece, do nada na porta da House of Night com uma marca no meio da testa e totalmente inconsciente. O que você quer que perguntemos? De onde você saiu? O que houve com você? - falou a garota que me encarava.
-Sarah- falou a mulher- Já chega.
-Yeah, me sinto bem, só fui marcada na frente de 176 pessoas, nunca me senti melhor. Dá pra me explicar o que está acontecendo?
A mulher sorriu -Claro. À proposito meu nome Diaspro e sou a Alta Sacerdotisa daqui. - Como se isso fosse sua deixa, Sarah saiu da sala irritada.
-Ok - eu disse- agora pode me explicar como cheguei aqui?

Lexi
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Capítulo 3- Camile

Mensagem por Lexi em 16/11/2013, 14:12

A única pergunta que eu realmente a fiz foi a única que ela não me respondeu.
Nós caminhávamos pela escola enquanto ela me explicava tudo. Misteriosamente, eu não encontrei nenhum calouro ou vampiro pelo caminho.
Ok, se eu ficasse descrevendo a House of Night inteira eu ia passar horas falando e não diria nada. Então vamos lá. A House of Night é linda e essa foi a minha primeira impressão dela. A construção me lembra um castelo com várias outras construções, a maioria em pedra ou tijolo, o que o torna super fofo. Tem uma espécie de pátio super lindo com um jardim mega bem-cuidado e uma fonte d'água com uma imagem da Deusa, Nyx. Há vários outros lugares também: a enfermaria (de onde eu acabei de sair), o Salão de Jantar (onde nós fazemos TODAS as refeições), a biblioteca, os dormitórios, etc...
Eu estava prestando atenção na explicação de Diaspro quando de repente um enorme gato cinza pula do nada nos meus braços.
Eu devia estar realmente distraída porque só aí os vi. Bem, era meio díficil não ver quatro calouros correndo feito doidos. Tá, três calouros correndo feito doidos. A garota da frete tinha o cabelo cacheado ruivo, olhos verdes e um olhar vibrante. Quase ao seu lado, estava um garoto de cabelo caramelo, muitos músculos e olhos azuis. Um pouco atrás corria uma garota magra, de pele morena, cabelos e olhos castanhos que parecia estar se divertindo com o que estava acontecendo. Atrás de todos eles, andando normalmente como se não enxergasse nada do que estava acontecendo estava um garoto de cabelos e olhos pretos, pele pálida e olhar divertido. Ah, sim. E todos tinha a marca dos calouros na testa.
-Ali - gritou a ruiva e congelei quando vi que ela apontava diretamente pra mim- Achei!
Ela meio que voou em cima de mim. Tá bom, ela pulou em cima de mim, me derrubando e caindo junto. Me ignorando totalmente ela sentou e agarrou o gato que estava nos meus braços. Os outros três garotos pararam imediatamente quando viram Diaspro, mas a garota ruiva nem parecia nota-la.
-Seu gato fujão, fujão, fujão. Eu lhe disse que... - Só aí ela pareceu me notar. E ela já estava sentada em cima de mim faz um tempo. -Ahh, oi! Anww, desculpe você não sabe quanto foi difícil pegar esse gato - ela ofereceu a mão pra eu levantar e continuou falando como se fossemos melhores amigas. Eu nunca tinha visto essa garota na minha vida. -Tipo assim, a gente tava na...
Diaspro pigarreou e só aí ela pareceu nota-la também.
-Lembra do que eu disse sobre o gato?
-Diaspro, sua linda, quanto tempo... Então, esse vestido é novo?
Diaspro deu um sorriso quase imperceptível - Não, não é. Quero que lhe apresentar sua nova colega de quarto Camile, Raquel...
Antes que ela pudesse terminar a ruiva pulou em cima de mim de novo, dessa vez para me dar um abraço de urso - Deusa é você, finalmente. Quero dizer você séculos e nem precisou ouvir a Raquel falando, será que ela isso, será que ela aquilo...
O garoto de cabelo caramelo riu - Não se preocupe, ela é assim mesmo... Eu sou Mark, esse é Thiago e essa é a Raquel. Acho que você conheceu a Victoria.
Victoria deu língua pra ele e Diaspro disse - Está tarde, já vai amanhecer, é melhor irem se deitar.
-É - bocejou Victoria - Alias, pode me chamar de Vick.
Fomos para os dormitórios. Eles se dividiam em meninas e meninos e ambos tinham um especie de sala comunal, com TVS, mini-cozinha, aparelhos eletrônicos e sofás. Como estar em casa.
Me surpreendi ao ver o quando eu estava cansada. Pensando bem, tinha sido um dia bem longo.
-É por aqui - apontou Raquel.
Foi aí que eu a vi. Ela estava bloqueando a porta que Raquel tinha apontado. Usando uma minissaia (com enfase no mini. Enfase demais), blusa vermelha e botas ela podia ter conseguido o mesmo efeito andando com uma placa escrito "PROVOCATIVA". Tinha cabelo loiro liso, olhos azuis e pele branca. Segurando um copo com um líquido vermelho, a caloura acenava pra um garoto na porta do dormitório dos meninos. Ela se virou tão rápido que todo o líquido vermelho do copo dela caiu na minha blusa. Chega lá o que fosse, tinha um cheiro doce e devia ser delicioso.
-Ai - Ótimo pensei ela acabou de estragar a única blusa que eu tenho. Eu me virei pra entrar no meu futuro quarto. Mas ela se postou em frente a porta, dessa vez de proposito. Ela me deu um sorriso vadio. -Olha só oque você fez na minha roupa.Posso saber a sua desculpa pra isso?- Eu olhei. A roupa dela estava perfeita, exceto por uns pingos vermelhos aqui e ali. Comparando com a minha blusa completamente estragada, aquilo não era nada.
Não sei bem porque eu fiz aquilo. Mas estava totalmente cansada e irritada. Ela devia estar me mandando um olhar que ela imaginava se ameaçador, mas que me deixava com tédio. Se aquela garota queria bancar a vadia, duas podiam jogar esse jogo.
-Bem, é que eu fui atropelada por uma loira esquisofrênica que está bloqueando o meu caminho. - A garota parecia tão chocada que até me deixou passar.
Raquel olhava pra mim um pouco surpresa. Eu me joguei no que parecia ser minha cama e disse:
-Céus ela é uma vadia completa. - Raquel riu- É verdade. E ela ainda estragou a minha blusa.
-Tem roupas no armário. E não perguntem como eles sabem seu número. E você pode sempre personalizar seu uniforme.
Eu não me mexi. -Posso te chamar de Rocky?
Ela riu. -Porque Rocky?
-Sei lá. Sou muuuuuuuuuuuuito criativa pra apelidos.
-Sei... E posso te chamar de Mila.
-Porque Mila?
-Sei lá. Sou muuuuuuuuuuuuito criativa pra apelidos.
-Ladra de frases.
-Não sou.
Vesti uma linda camisola preta e me deitei.
-Boa Noite, Rocky.
-Boa Noite, Mila.
Mesmo com tudo, eu estava quase feliz.
Quase desejei não ter dormido. Por que caloura ou não, os sonhos me perseguiam.

Lexi
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Capítulo 4- Camile

Mensagem por Lexi em 16/11/2013, 14:14

Eu imaginei que após um dia como esse, eu podia ter uma folga dos pesadelos.
Bem, eu estava enganada.
Tá, pra ser sincera o sonho em si não foi tão assustador quanto lembrar dele. Ok, isso soou estranho. Sim, eu sempre tive sonhos, pesadelos e esse tipo de coisa, mas costumo não lembrar deles. Talvez eu não quisesse. Mas, qual é, já sou uma pessoa curiosa e desafio qualquer um a não querer saber por que toda noite acorda gritando. Mas as maioria das vezes, mesmo quando tento não chego à lembrar totalmente...
Ok, vamos ao sonho.
No começo tudo parecia completamente normal. Esse era o problema. Para um sonho, era real demais. Eu estava em pé numa rua qualquer, olhando diretamente para uma casa amarela, com dois andares e uma grande varanda. Eu podia sentir a brisa matinal, ver o sol nascendo e assistir o que acontecia . E com certeza me lembrava de quem eu sou. Muito estranho.
Na frente da casa, no jardim ou sei lá, um garoto estava em pé. Não dava para ver seu rosto, pois ele estava virado para a casa, mas seus cabelos castanhos escuros se destacavam.
-Não saia! - gritou uma garota, que parecia estar na varanda. Bem, pelo menos eu achava que era uma garota. -Não vá, por favor!
-Eu tenho que ir. Tenho que descobrir o que aconteceu com eles. E tenho que avisar ao mundo que existimos, quem somos. Não podemos vai viver assim.
-Espere mais um pouco. E o sol já vai nascer. Se você for, você vai...
-Acredita mesmo nisso, Anne? Isso é só mais uma mentira, como mentiram sobre Rupert e Carlos. Como mentiram sobre tudo. Isso é só mais uma mentira. As pessoas precisam saber.
-Mas, Pether...
Pether não parecia estar se importando. Ele virou para começar a andar. Então ele caiu. E gritou. Tudo foi muito rápido. Só depois vi Pether rastejando como em minha direção.
-Pether! -gritou Anne, e saiu das sombras, como se quisesse correr e pega-lo.
-Eu não faria isso se fosse você. -disse uma voz estranha. Um homem se postou atrás de Anne. Forte. Era uma boa palavra para descrevê-lo. -O sol já nasceu. Vocês foram avisados. Sobre tudo. A pergunta, mocinha, é de que lado você está?
-Eu...
-A resposta é muito simples ou você está conosco - ele apontou pra si mesmo –Ou está contra nós. –E apontou para o rastejante Pether.
-Pether - ela respirou, como se para conseguir coragem. -Pether sabia o que vocês estavam fazendo. O que. O que vocês fizeram com Rupert e Carlos. Vocês não podem continuar a fazer isso. Vocês não entendem? Não podem.
-Entendo... –Disse o homem e Anne voou. Não tipo o super-homem ou o Goku. Como se pega uma boneca e joga do outro lado da sala, para fazer a mãe comprar outra. Anne gritou quando o sol a atingiu. O homem suspirou como se tudo isso tivesse o deixado com tédio. - Você escolheu seu lado. Aqui traidores não são permitidos.
O homem partiu e senti algo segurando minha perna. Olhei para baixo e vi Pether agarrado na minha perna
-Por favor você precisa... –Seus olhos estavam implorativos. Me vi presa neles. Então ele soltou a minha perna. E tive certeza. Estava morto.
Pether tinha olhos vermelhos.

Lexi
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Capítulo 5- Camile

Mensagem por Lexi em 16/11/2013, 14:17

Ok, essa informação não realmente surpreendente.
Suponho que com o dia que eu tive um garoto com olhos vermelhos devia ser normal, mas admito que os olhos escarlates de Pether me assustaram.
Então tudo mudou.
Juro. Num momento eu estava olhando para o corpo de Pether, em outra eu estava num local totalmente diferente. Era especie de porão. A sala ou sei lá estava totalmente escura, exceto pela fraca luz de uma vela que um garoto loiro segurava contra a parede. Pelo que dava para ver no ambiente escuro, o lugar parecia um galpão abandonado. Várias almofadas empoeiradas estavam jogadas no chão, uma mesa de madeira descansava no canto e as lâmpadas estavam todas quebradas. As janelas tinham um pano escuro as cobrindo e várias madeiras pregadas nelas.
Eu estava tão concentrada no ambiente que só depois ouvi a voz da garota. E mais depois ainda a encontrei. Ela se encolava no cobertor como num casulo e encolhida na parede como estava, eu não teria a localizado se as mechas loiras não a denunciassem.
-Pether e Anne desapareceram também. Ainda não voltaram. E o resto dos garotos estão todos dormindo. Sem saber de nada. Eu só... Eu só não sei mais. E s... E se... E se simplesmente continuarmos desaparecendo? Eu... Eu não aguento mais, Liam. Não dá mais
Liam não esboçou nenhum movimento.
-Eu acho que não. Faz um tempo que Pether anda meio desconfiado e com ideias idiotas na cabeça. Ele pode simplesmente ter fugido. E Anne faz qualquer coisa que Pether diz. Eles devem estar bem. Provavelmente voltaram logo, logo.
-Mas...
-Escute, já amanheceu e eu estou cansado. Vamos dormir, certo? -Liam apagou a vela.
-Eu não acho que eles estejam bem Liam. Nem nós.
O cenário mudou novamente. Agora eu estava em outra maldita sala escura, mas essa era diferente. Se a outra parecia um depósito abandonado, esse parecia um condomínio de luxo abandonado. Tá, com a escuridão, eu só conseguia ver a silhueta de um ajoelhado na frente de... Uma cadeira. Com um homem sentado, eu acho. Mas ainda o lugar, parecia mais... Refinado. Fazia sentido, acho. Se é que algo faz sentido nesses sonhos.
-Pegamos dois tentando fugir, meu senhor. Foram devidamente punidos. -disse o ajoelhado.
-Entendo... E os dois que fugiram semana passada?
-Não conseguimos encontra-los ainda, senhor, mas já temos homens na busca. Acho que nenhum deles desconfiam ainda.
-E quanto a nossa maravilhosa representante da House of Night?
-Você quer dizer a espiã?
-Prefiro não usar esse termo.
-Sim, senhor. Ela disse para não fazermos nada agora. Esperarmos mais um pouco. E disse algo sobre o Grande Dia. Disse que você saberia.
-Sim... E pelo visto terei que mandar um homem avisa-la sobre nossos pequenos fujões. Não que vão representar grande coisa.
-Eu... Eu estou apto para o serviço, senhor.
-Infelizmente, você não está.
O ajoelhado gritou. Eu gritei. Ele só teve tempo de dizer:
-Po... Por qu-e? - O sentado parecia meio entediado, como se isso fosse um jogo que ele já tivesse cansado de jogar.
-Agora, nosso novo convidado. -Ele olhou diretamente para mim.
Antes mesmo de sentir a dor, eu gritei.

Lexi
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Capítulo 6- Camile

Mensagem por Lexi em 16/11/2013, 14:46

Suponho que aí que eu acordo gritando.
Isso por que a primeira coisa que eu vi quando despertei foi Rocky me sacudindo com uma cara que quase me fez ter um ataque cardíaco.
- Erhh, foi mal. Eu, huh, tenho sonhos as vezes - Ou sempre, pensei. Eu simplesmente não sabia o que dizer. Mas Rocky não insistiu, ou perguntou como tinha sido o sonho ou algo do tipo.
-Certo – Ela disse e abriu um sorriso. Então eu vi o que ela vestia. E definitivamente não era um pijama. -Desculpa, eu, hãn, não consegui dormir direito, então acordei meio cedo e resolvi me arrumar.
-Ok. – murmurei. Eu quase perguntei se ter sonhos era coisa de vampiro, mas fiquei calada. Só, sei lá, era uma pergunta estranha.
E essa foi a minha deixa. Fui ao banheiro tomar um banho sério. Penso melhor quando faço alguma coisa.
Ok, eu não sei porque estava tão assustada. Afinal já tive pesadelos daquele tipo antes. Eu acho. Não sei porque o sonho me incomodava tanto. Eram mais pequenas coisas, como... Como os olhos de Pether. Seus olhos pareciam gravados em mim. Eu...
Não. Pare de pensar merda. Roubei um pouco de make da Rocky, para melhorar o meu rosto. Posso não ter muitas espinhas, mas meu rosto pálido parece o de um fantasma quando acordo. Vesti uma saia preta fofa que tinha no armário e uma blusa branca com um símbolo estranho nas costas. Com a meia calça e a sapatilha fofa que também achei no armário, eu estava quase normal.
A marca safira se destacava na minha pele pálida, afirmando que eu não sou um fantasma. E que eu também não sou normal. Não como costumava ser. Agora eu era uma caloura.
Nós estávamos saindo quando vi o aglomerado de gente em torno da fonte de Nyx. Eu não fazia ideia que horas eram, ainda mais com o horário maluco da House of Night, mas achava que era cedo demais para ter tanta gente acordada.
-O que foi? -perguntei.
-Veja você mesma - Vick saiu do nada e agarrou meu braço e o de Rocky, nos arrastando entre os calouros até chegar na frente do enorme chafariz com a estatua de Nyx.
Três garotas de uns dezesseis ou dezessete anos estavam lá. Todas encaravam um garoto bonito, com músculos e um cabelo cor de areia. Ele vestia jeans e uma blusa branca que destacava seus olhos verdes. Muito verdes.
A garota do meio eu reconheci imediatamente. Era a do incidente com o suco. As outras duas eram quase idênticas. Ambas eram loiras, tinham a pele branca e se vestiam parecidas. Vestiam saias idênticas, blusas brancas e saltos altíssimos. A da esquerda tinha olhos verdes e a da direita, azuis. A de olhos verdes levava uma bolsa Gucci rosa-choque enquanto a de olhos azuis, uma de rosa-bebe. A de ontem tinha uma bolsa parecida, só que roxa e com um monte de chaveiros dourados.
- A vaca n. 1 está fazendo um barraco. – Vick apontou a do meio – Conheça Tasha. Linda, loira, rica e insuportável.
-Então qual é a sua? –gritou Tasha. Ela devia ser muito boa em fazer barracos porque seus olhos tinham lagrimas e ela falava como uma garota abandonada. Ela baixou a voz e disse- Você tem estado tão distante. O nosso relacionamento...
-Nosso relacionamento? – respondeu o garoto de cabelo cor de areia. –Você tá doida? Não há nada entre nós.
-Nada? Quer disser que eu fui só isso pra você? Algo que você usou e jogou fora? Mas, não, eu é que fui ingênua por pensar que você era diferente. É óbvio que você não é.
-De novo, não há nada entre nós. Nunca houve. Eu não tenho nada com você, entende? Eu... Só depois conversamos ok?
-O que? Assim simplesmente? Não. Pode perguntar a Vivi aqui – ela puxou a de olhos verdes – Ela sabe o que aconteceu.
-É? E você pode perguntar à qualquer um. Qualquer um aqui. Todos sabem o que aconteceu. Ou seja, nada.
Bem eu definitivamente não sou sortuda. Porque, com tanta gente lá, ele tinha que apontar diretamente para mim.
E quando Tasha me viu, sua expressão mudou e aí, a porra ficou séria.
-Então é isso. Você me trocou por ela.
-Ei- começou Vick.
-A qual é. – me ouvi dizendo. Dei um passo para a frente. Ela já estava me irritando–eu cheguei aqui ontem. Você já quer dizer que eu roubei o seu namorado?
-Não enche o saco. Essa briga não é sua.
-Pois foi você que me meteu nela.
Aí as coisas ficaram estranhas. Eu não sei bem explicar. Num segundo eu estava ali, normal, e no outro eu sabia exatamente o que ia acontecer.
Naquele momento eu soube que Tasha ia me empurrar. Me empurrando, eu cairia na fonte e bancaria a idiota na frente de todos os meus futuros colegas. Mas eu não estava afim que isso acontecesse. Eu poderia ter feito isso de muitas maneiras. Mas simplesmente dei um passo para o lado.
Como o previsto Tasha veio com tudo para cima de mim. Quero dizer com tudo mesmo. Ela não ia me empurrar, mas jogar toda a força de seu corpo em cima de mim. Ela não tinha como ter parado. Vi de perto Tasha cair na fonte.
Até hoje eu não sei quem diabos gritou, mas gostaria que tivesse se mantido calado.
Isso não me impediu de ouvir.
-Ela está se afogando!

Lexi
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Capítulo 7- Camile

Mensagem por Lexi em 16/11/2013, 14:51

Retiro o que eu disse. Quando Tasha caiu na fonte, aí sim a porra ficou séria. Tudo aconteceu rápido demais. Todos conversavam, cochichavam e apontavam. Alguns tiravam fotos, outros davam gritinhos de surpresa.
E toda a atenção parecia estar em mim.
Vivi começou a gritar algo para o garoto da discursão. Eu não precisava ter ouvido para saber que era do tipo “Vá salvar ela!”. De um jeito ou de outro, ele não hesitou em tirar a camisa e pular na fonte.
Tasha podia ser o que fosse, mas fiquei aliviada quando o garoto a trouxe de volta. Bem, ela decididamente parecia uma droga. O cabelo esta encharcado, o vestido molhado que parecia ter diminuído de tamanho e estava colado ao corpo. Os olhos estavam vermelhos e inchados. Ainda assim ela me lançava uma tentativa de olhar de ódio.
-Você está bem? – perguntou o garoto.
-Vivi, Lili, peguem um casaco para mim. Matthew me põe no chão. Agora. – Ela tossiu. Lili pegou a camisa de Matthew e entregou a Tasha enquanto Vivi foi salvar a bolsa abandonada. –V-você. –Ela olhou para mim. A maquiagem borrada a deixava parecendo uma cleptomaníaca assassina. –Você me empurrou.
-Já chega! –Disse uma voz autoritária. Uma mulher surgiu. Tinha cabelos escuros, não pretos, mais escuros e os olhos mais negros que já tinha visto. Sua pele branca destacava a marca safira em sua testa, completa e desenhada. O mundo de calouros se dividiu em dois para deixa-la passar. –Todos vocês, vão tomar café-da-manhã antes que se atrasem para as aulas. Vocês –ela apontou para Vivi, Lili, Tasha, Matthew e eu –fiquem aqui. Você também, Vick. –Vick se postou ao meu lado. Ela parecia quase divertida.
- Olha, Safira eu só sei que estava tudo bem e do nada ela me empurrou e...
-Vocês discutiram isso mais tarde com Diaspro. Não quero saber sobre isso. Vivi, pegue as coisas da Tasha. Matthew, ninguém quer ver seu tanquinho. Vá se vestir. Tasha, vá tomar um banho quente e trocar essa roupa molhada. Mas a senhorita não está dispensada das aulas. Todos vocês vão falar com Diaspro mais tarde. –Ela me encarou. –Você também.
-Certo. –murmurei.
Vick e eu caminhamos em silêncio. Ou talvez eu tivesse muito desligada, porque quieta era a última coisa que Vick estava. Paramos em frente a enormes portas de carvalho onde diversos calouros circulavam. Vick deu um pulo e se virou para mim.
-Ok. Da próxima vez que você for empurrar vadias em chafarizes me avise. Não deu nem pra filmar.
-Eu não a empurrei.
-De um jeito ou de outro você virou de novata a nova sensação da House of Night em poucos minutos. Suponho que deva lhe dar os parabéns. –Mark surgiu, com Thiago atrás.
-Certo, essa eu deixo. Afinal empurra-la no chafariz não era exatamente o meu sonho -comentou Vick.
-Isso não está na sua lista de sonhos? –perguntou Thiago. Acho que era a primeira vez que eu o ouvia falar. Ele tinha o mesmo olhar de ontem. Ele me parecia o tipo de pessoa que não participava de tudo intensamente, mas ainda se divertia.
-Não, não está. Mas eu até fiquei com pena do Matthew. Até mesmo com a história dele...
-Qual é a história do Matthew?
Vick suspirou. –Assunto complicado. Te conto lá dentro –ela apontou o refeitório –Junto com a minha lista de sonhos.
-Isso é épico –comentou Thiago.
Mark riu. –Pronta?

Lexi
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Capítulo 8- Camile

Mensagem por Lexi em 16/11/2013, 17:14

Não, eu não estava pronta. Mas entrei.
Como posso definir o refeitório? Ok, ele é normal, se você ignorar o fato de ter umas três trilhões de comidas a mais do que o refeitórios normais. De qualquer jeito, não estava com fome. Seja os olhares em mim, a cena mais cedo e ou fato de eu não ser muito fã de cafés-da-manhã. Peguei umas torradas, queijo e um copo de suco de uva (sim, os de caixinhas. Pode parecer estranho, mas é vício) e fomos para a mesa.
-Então, porque a história do Matthew é assunto complicado?
Vick suspirou, acrescentando leite á sua tigela de cereal. Ela não perdia o apetite –Bem, porque não dá para contar a história de Matthew sem contar a história de Tasha. E não dá para contar a história de Tasha sem contar a história de Sarah. E a história da Sarah é complicada.
Lembrei da garota que gritara comigo na enfermaria. –Qual é...
-Para resumir, o irmão dela morreu e ela super pirou.
Rocky revirou os olhos e suspirou. Parecia um misto entre cansada e triste. -Pare de ser insensível.
-Eu não sou insensível. Sou sincera.
-Ele era o irmão dela! E… eles eram próximos. O que você esperava? Que ela ficasse feliz?
-Qual foi. A atitud-
Rock se virou para mim como se não fosse continuar a discursão. - Ok, digamos que a Sarah foi marcada, tipo, uma semana antes do irmão. Ou mais que isso. Enfim, qualquer um pode ser marcado e, com eles, foram os dois. Nessa época, Sarah era líder do Filha das Trevas e Alta Sacerdotisa em treinamento. Como Vick diz, a Rainha do Pedaço.
-Então ele morreu. -acrescentou Vick, enchendo rapidamente a boca de cereal para evitar novos comentários.
-Bem... É isso. Você sabe que, quando somos marcados, só há duas opções. Ou nos tornamos vampiras completas ou nosso corpo rejeita a mudança, e morremos. Com ele foi a segunda opção. -ela empurrou o prato ainda cheio. -Era um ritual de Nyx. Temos rituais quartas e sextas, além de luas cheias e alguns feriados ou acontecimentos especias. Como era sexta e lua cheia nós teríamos um ritual especial. Como sempre, Sarah estava ajudando no círculo quando tudo aconteceu. Foi bem repentino. Ele simplesmente, morreu.
-E aí a Sarah pirou. -Continuou Vick- Quero dizer, no início, foi normal. Embora os vampiros não curtam muito esse negócio de depressão-pós-luto, todo mundo esperava que ela, sei lá, ficasse triste. Ela se trancou no quarto e tal. Mas ela, sei lá, mudou. Radicalmente. Ela botou um salto, vestiu grife e se maquiou. Não como se estivesse bem, mas como se quisesse parecer estar. Ao invés de melhorar ela cortou laços melhor que o Sasuke. Desistiu de ser alta sacerdotisa em treinamento e do posto de líder do Filha das Trevas. E no meio dessa loucura toda, entra a Tasha. Ela, que era toda Sarah-e-eu-best-friends-forever mandou basicamente mandou ela se fuder e pegou os cargos que Sarah tinha deixado para trás. E pior é que ninguém pode falar nada sobre o direito dela de "governar". –disse com raiva.
-Porque?
Rocky continuou- Porque ela tem um dom. Quero dizer, vampiros são naturalmente talentosos mas as vezes recebemos um dom especial, um dom de Nyx. Pode ser facilidade em algum tipo de coisa, uma afinidade com um elemento ou até mesmo uma ligação direta com um.
-É verdade –comentou Thiago – Mas no final um dom pode ser qualquer coisa, uma vez que cada dom em diferente em cada pessoa, como seu jeito de representa-lo e de usa-lo.
-Enfim, Tasha tem o dom da persuasão. –retomou Vick, menos raivosa- Pessoalmente, eu nunca vi. Mas dizem que a primeira vez que ela usou foi logo depois de ser marcada, e ela nem percebeu que estava usando charme. Quero dizer, vampiros são naturalmentes persuasivos, mas ela é 10 vezes mais. Mas, óbvio, ela não pode usar o poder dela em ninguém ao menos que tenha permissão. Então, Matthew. Matthew é digamos, o ex namorado de Sarah. Lembra que eu falei que ela saiu cortando laços? Pronto. Ela terminou o namoro também. Só que Matthew ficou tipo, arrasado. Não que ele tenha saido chorando e fazendo barraco que nem a Tasha. Mas tava na cara que ele gosta dela. De verdade. E Tasha PRECISAVA paquerar o ex da melhor amiga para completar o visual de vadia completa e absoluta. Isso completa o ciclo.
Um minuto de silêncio se passou. Ou talvez fosse só a minha imaginação.
-Tem razão. História complicada. -Eu definitivamente não estava com fome.
-Vamos para assuntos mais leves. -Sugeriu Mark. Eu já tinha me esquecido da presença dele e de Thiago na mesa. Eu concordei.
-Assunto. Ah. Já sei. Vou te apresentar as paquerinhas do Thiago -Disse Vick animadamente.
-Eu tenho paquerinhas?
-Definitivamente tem. Olha ali, Camile. –Vick apontou - Mesa a esquerda. Caloura loira de óculos. Lauren Robertts. Ela e a melhor amiga, Patricia Lovenwoon decidiram que usar óculos é legal então tem umas 300 armações. Thiago é afim dela.
-Eu sou?
-Você é. O garoto de cabelo liso ali na ponta é Cristopher Merryweather, um dos meus companheiros otakus. Aliás, EU não vem sem ANIME nesse mundo, ok?
Eu ri. -Anime é legal.
Ela encostou os cotovelos na mesa e me encarou animadamente. -Você gosta de anime? Que tipo de anime?
-Gosto e sei lá. Tipo Dragon Ball Z, Naruto, Pokémon. Fairy Tail é o máximo.
Ela levantou os braços como num gesto celebrativo -Comemoremos.
-Você tirou a chave para a matraca dela.
-Cala a boca. É CLARO que Fairy Tail é o máximo.
-Nós não estávamos falando da mesa de lá? –perguntou Rocky.
-Não, eu estava falando da mesa de lá. Certo. Ao lado delas, a garota de pulôver verde e cabelo caramelo é Aline Linspector. Ela é a colega de quarto da Marisa MonteCrist, aquela cleptomaníaca anti-anime que ousou xingar Naruto na minha frente. A Marisa é aquela de cabelo obviamente castanho que acha que é ruiva. "Meu cabelo é castanho-avermelhado, meu cabelo é castanho-avermelhado". É insuportável.
-Plantão de notícias, ruiva? –Um garoto surgiu. Tinha pele escura e cabelo cortado ao estilo militar. Mas nem um cego o confundiria com um militar. Ele tem aquele olhar travesso, o jeito de palhaço da turma e um sorriso com entrada automática no rosto. Também tem aquela postura de relaxado que já se acostumou a bagunça. Parecia gente boa, acho.
-Estou atualizando a Camile.
-Isso é desculpa para ser tagarela.
-Não é não.
-Não é não não resposta.
-Primeiro: é porque não que não é resposta. Segundo, essa frase tem nãos demais para o coompriendiamento humano.
Ele riu e estendeu a mão em minha direção. -Prazer, Shiro Uchiha, ao seu dispor. - Ergui as sobrancelhas para ele. Ele riu. - Nós é que escolhíamos os nomes, então... Perry é estranho e adoro o Japão.
-Prazer, Perry. Sou a Camile.
Ele sorriu. De repente, se virou para Vick como se lembrasse de algo importante -Cris está com um mangá novo. Não me mate.
Vick gritou, pulou da cadeira e saiu correndo atrás do garoto de cabelo liso que ela tinha apontado. Ele devia estar acostumado, porque caiu fora incrivelmente rápido. Devia ser uma espécie de brincadeira entre os dois, por que ambos riam muito.
Soou uma espécie de toque.
Mark empurrou o café terminado e olhou para mim. -Esse é o toque-de-ir-para-as-aulas. Qual é a sua primeira aula?
-Não sei.
-Você ainda não recebeu o horário.
Ooops, pensei. -Não. Diaspro disse que estava com... Sarah. Ela disse que era para eu pegar com ela. –De repende eu estava feliz por não ter comido o café da manhã.
-Você vai precisar dele -comentou Thiago - Não tem como ir para as aulas sem saber quais são as aulas.
-Bem, se o seu horário tivesse com a Tasha, aí você teria que se preocupar. Da última vez que a vi, ela parecia doida para pulverizar novatas. -falou Perry.-Thau, novata. É bom correr.
Eu suspirei. Não conseguia me livrar da sensação que o dia (ou a noite) só estava começando.

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Capítulo 9- Camile

Mensagem por Lexi em 16/11/2013, 18:01

Eu estava prestes a invadir uma sala de aula.
Não era fácil achar um rosto vagamente conhecido no meio de tantos estranhos. Passei pelos corredores que ontem havia percorrido com Diaspro, em direção as salas de aulas. Talvez eu encontrasse com Sarah. Esse não era exatamente um problema difícil de resolver, certo? Era só ir até Diaspro e pedir um novo horário. Aí é que está. Diaspro, além de alta sacerdotisa, ensina sociologia vampira. Por isso, eu estava prestes a invadir uma sala de aula. Só eu não podia o fazer por a)Eu não sabia onde era a sala e b)Eu já tinha experiências como nova o suficiente para saber que não era um bom jeito de me apresentar.
O sinal já tinha parado de tocar e os corredores estavam vazios. Foi quando vi Sarah. Ela estava sentada num banco de madeira próxima a mini-floresta da House of Night. Tenho que admitir que ela era bonita. Vestia um vestido acinzentado e um salto que a maioria das pessoas não daria dois passos sem quebrar o pé. Seus cabelos lisos estavam soltos e voando (sério o vento estava forte, o meu também devia estar) mas ela parecia meio triste, um pouco diferente da garota que gritou comigo ontem. Ela encarava algo que não pude ver (só pra constar, ela estava de costas). Andei até lá.
-Ei! –Gritei quando estava quase no banco. Sarah não se virou mas rapidamente guardou o objeto que estava olhando. Vi um vislumbre do que me pareceram cabelos loiros. Uma foto.
-Você esqueceu o horário comigo-disse, sua voz estava decididamente diferente de ontem, talvez pela ausência de sarcasmo. Ela me entregou um papel, ainda sem se virar –Pega logo. Fiquei um século te esperando e perdi um pouco da primeira aula.
Ela se levantou para ir embora. Com sua voz mais reclamona, ela parecia mais como ontem. Num rápido movimento, deu para ver seus olhos inchados. Ela estava chorando? Me perguntei quem era o alguém na foto, seu irmão morto ou não sei... Mattew. Discriminei-me um pouco. Podia ser uma amiga humana ou seus pais.
-Porque você me odeia, hein? –Não sei bem porque disse aquilo. Não sei se deu pra perceber mas não passei boa parte da minha vida pensando no que vou dizer. E tenho a maior facilidade de falar justamente o que penso. Talvez eu realmente quisesse saber. Ela sempre agia desse jeito comigo. Mas não soei pirralha, ou irritada ou chorona. Soei cansada. Até madura. Só que não achei que ela fosse responder. Alguns segundos se passaram. Sarah tinha parado, de costas para mim, e girava um anel entre seu dedo. Eu não tinha o notado. Era dourado e tinha uma pedra azulada.
-Eu não odeio você. Não gosto particularmente de você, mas não de odeio.
Ficamos em silêncio. Então ela continuou.
-Acho que posso ter dado essa impressão. Não te odeio, de verdade. Mas não sou idiota. Você significa mudanças. Chegou aqui a menos de um dia e já é assunto na escola inteira. E o modo que chegou aqui... Não gosto disso também. Então vou deixar claro, desde o início. Não somos amigas, ou parceiras ou sei lá. E... Não importa. De verdade.
Sarah não parecia uma pessoa muito enrolada, mas parecia não estar conseguindo dizer nada direito. Ficamos em silêncio novamente. Eu sentei num tronco de árvore e olhei a paisagem. Queria dizer algo para quebrar o silencio.
-Esse lugar é legal. –comentei.
-Chamam aqui de portão da Terra.
-Porque?
- É como a representação do circulo dos elementos sabe? Terra, água, fogo, ar e espírito. O portão principal –ela apontou para o único portão que eu estava vendo –é chamado portão do ar. É por aí que passamos quando chegamos e representa o novo ar que respiramos para uma nova vida. Aqui é a floresta, a representação da Terra. Mais para dentro da floresta há um lago, que vem até aqui. O elemento água. E então...
-Fogo.
-Vê o muro cinzento ali? Ele pegou fogo num espécie de ataque a House of Night. Um humanos idiotas, chegaram com tochas de fogo e armas caseiras para fazer uma espécie de protesto porque odiavam vampiros e nos consideravam abominações. Iriam nos atacar pela manhã, quando ficamos cansados, e botar fogo em tudo. Mas se animaram e agiram antes. Um grupo de calouros viram o que eles iam fazer e tentaram impedir. Todos morreram. Mais graças a eles, conseguimos perceber a tempo e detê-los. Então eles reformaram o muro que havia sido incendiado e fizeram uma espécie de brasão, de prata, bronze e ouro em homenagem aos mortos naquele dia. O brasão do sacrifício. Toda vez que um calouro rejeita a mudança e morre, o brasão se ascende. Ele pega fogo. Então, portão do fogo.
A história era meio sinistra. Não. Palavra errada. Era como a história do irmão de Sarah, não sinistra, só diferente do que eu estava acostumada.
–E o espírito?
-Fica exatamente no centro da House of Night. Quando um vampiro ou um calouro morre, é feita uma cerimonia. Ela acontece no naquele templo- ela apontou para uma bela construção- mas fica de frente para a Fonte dos Espíritos, como honra aos espíritos dos nossos antepassados. A fonte representa esses espíritos e aqueles que a House of Night ainda vai abrigar. Representa também as lágrimas de Nyx por perder um filho amado e as saudações a aqueles que estão aqui e os que ainda virão. De forma resumida, a fonte que você derrubou Tasha a alguns minutos.
-Eu não a derrubei. – Já devo ter soado irritada. Céus, ninguém via NADA direito? Ela deu um pequeno sorriso e por um momento, não duvidei que pudéssemos ser amigas.
-Temos aula. E você vai chegar muito atrasada na sua primeira aula.
Isso me lembrou do meu horário. Abri o papel que Sarah me deu.
1° período – Literatura Sala 202
2° período – Espanhol 101 Sala 214
3° período –Introdução a Música Sala 203
OU
Desenho Sala 207
OU
Drama Sala 204
4° período –Sociologia Vampira Sala 211
5° período – Tae Kwon Do Ginásio
6° período Introdução a Equitação Casa de Campo
OU
Artes Plásticas Sala 415

-Bem, eu vou indo. Eu já perdi MUITO mais da aula do que deveria. Ah,e parabéns por chegar atrasada no primeiro dia.
Eu realmente esperava que vampiros não fossem muito pontuais.

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Re: O Primeiro Desafio

Mensagem por Nefertinny_Nyx em 16/11/2013, 18:12

Ohhh!!! Que linda, que graçinha! escreve bem hein!!! muito bom.

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Re: O Primeiro Desafio

Mensagem por Lexi em 16/11/2013, 18:39

Obrigada Embarassed Smile 
Ainda hoje posto um capitulo eu acho.
Valeu pelo comentário.

Lexi
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Capítulo 10- Camile

Mensagem por Lexi em 16/11/2013, 19:08

Eu acabei perdendo a aula de literatura.
Contando com todo o percurso até a sala de aula faltavam exatos 6 minutos para acabar a aula, que eu resolvi gastar procurando minha próxima sala.
A próxima aula era espanhol e eu realmente me dei mal nessa. Isso porque minhas experiências com línguas estrangeiras eram muito limitadas. A minha primeira professora dessa matéria era a mesma para português, inglês e espanhol e estava bem claro que ela só deveria ensinar o primeiro idioma. O meu segundo professor era basicamente um gay não assumido. Não é preconceito nem nada. Juro. Era o jeito dele, ou como ele dizia que o Caio Castro era gato. E caso não seja suficiente, sim eu vi ele se agarrar com outro cara, mas prefiro não falar disso.
Enfim, em ambos os casos os professores só ficavam fazendo aqueles exercícios inúteis na informática. Em inglês eu ainda me salvava graças a um curso mas meu espanhol era quase inexistente. Então passei boa parte da aula voando.
Mas o professor era bem melhor que os outros. Seu nome era Antonio Méndez e ele era mesmo espanhol. Ele tinha um cabelo castanho que estava preso em um rabo de cavalo, uma barba meio rala, olhos escuros e um sorriso bonito. Não parecia ser do tipo malha muito, mas com certeza tinha músculos. Ele me deu as boas-vindas e foi bem legal, além de eu ter quase certeza de que falamos de filmes e músicas na aula. Eu também sentei perto de Rocky o que foi ótimo.
Foi só no final da aula de espanhol que decidi minha terceira aula. Ok, se quer saber algo sobre mim, é que eu sou uma artista.
Com, artista, quero dizer amo vários tipos de artes, não só pinturas e desenhos. Música, dança, teatro... Eu simplesmente adoro esse tipo de coisa e simplesmente basta entrar no meu quarto pra ver isso. Ou meu outro quarto. Eu já fiz aulas de mais de quatro instrumentos e já passei por nada menos que 15 professoras de artes. Enfim, optei por fazer música.
Rocky queria saber o que houve com Sarah mais eu disse que contava depois. A aula dela era de Teatro, então me dirigi sozinha a sala 303.
E é claro, eu tinha que encontrar a última pessoa do mundo que eu queria ver. Tasha estava lá sentada com mais três amigas (as duas loiras de antes e outra, morena). Em geral, ela parecia recuperada do banho, com o cabelo arrumado e a maquiagem feita. Seus olhos fixaram em mim e ela parou de rir.
Eu encarei de volta, tentando não parecer muito ofensiva ou sei lá, e sentei numa cadeira qualquer.
Passei os olhos pela sala a procura de alguém conhecido. Reconheci uma garota de cabelo azulado da fileira de trás da aula de espanhol. Tinha também um garoto bonito de olhos claros e mais umas 6 ou 7 de que eu lembrava vagamente. Meus olhos pararam no segundo grupinho, mas precisamente de um garoto realmente bonito que estava rindo. Ele tinha o cabelo loiro, quase dourado e olhos negros, pretos e profundos. A pele era branca, levemente bronzeada, que caia bem com o cabelo. Vestia preto, o que dava mesmo o efeito dourado-preto. Ele sentava ao lado de uns 4 garotos também bonitos e uma garota que cabelos castanhos claros longos, presos num rabo de cavalo, com luzes nas pontas. Quando vi que ela me encarava, desviei o olhar e fui encarar a sala.
O lugar era totalmente incrível. Nas paredes, pôsteres de várias bandas e artistas. Em uma parte, havia algo como um palco, e diversos instrumentos musicais. Ao contrario de todas as aulas até agora, todos sentavam em um círculo desconcertado.
Uma linda mulher surgiu. Ela era graciosa, com longos cabelos loiros, olhos azuis e sorriso fácil. Mal botou os olhos na turma e já me cumprimentou, se apresentando como Diana.
Ela também perguntou se eu tocava algum instrumento, cantava ou algo do tipo. Eu respondi que sim, mas ela perguntou qual era e não pediu para eu tocar nem nada.
Diana foi até um mini-aparelho-de-som e tocou uma música. Reconheci Stairway To Heaven , de Led Zeppelin. Logo após o término da música, a vampira organizou um trabalho. Nós teríamos que cantar e tocar a música que recebêssemos, em duplas, na próxima aula. Ela parecia o tipo de professora que não perdia um segundo da aula. Ela começou a falar que o trabalho era em duplas mas nós não cantaríamos um dueto e explicou mais coisas sobre o trabalho. Eu só estava pensando que com a minha sorte eu pegaria Tasha como parceira.
Ela disse o nome das duplas e eu acabei por ficar com o garoto loiro de antes. Sério tem algum problema com a minha sorte, mas qualquer um era melhor que Tasha no momento.
-Oi –falei juntando minha banca a dele. A sala se enchia de conversas, todos combinando o que iriam fazer.
-Você é a Camila, certo? –Perguntou enquanto abria a pasta com a letra que deveríamos cantar.
-Camile. E você é o...
-Lucas, mas todo mundo me chama de Luke –sorriu. Era um daqueles caras com sorriso Colgate.
-Então, ficamos com... All my Love –me virei para ver. Todo o meu amor. Cara, eu amava essa música.
-Você curte esse tipo de música?
Eu assenti, animada, como sempre fico quando alguém vem conversar sobre arte comigo. –Vemos sempre esses gêneros musicais?
-É bem diversificado. Mais porque ela tenta atender ao gosto musical de todos. Toda semana ela renova, inventando novos trabalhos e tal. Sabia que música é a única matéria que não segue o padrão de idade? –Eu meio que voei nessa parte. Ele continuou –Todas as aulas têm as turmas, terceiranistas, quartanistas e assim por diante. Em música não. Todas as turmas estão misturadas. Mas é uma das aulas mais divertidas.
-Então, qual turma você é? –Ele mostrou o a manga da camisa preta. Havia um símbolo, que eu até aí não tinha notado.
-Quintos Formandos. –Eu sorri. Achei legal o jeito que ele não mencionou a briga com Tasha, além disso, o cara era gente boa. Eu iria pergunta-lo algo que agora não me lembro, mas antes disso, o sinal tocou e os alunos começaram a levantar.
-Podemos trabalhar nisso depois da aula? – perguntou ele, guardando as coisas.
-Claaro. Onde?
-Perto do Portão Principal. Eu conheço um lugar.
-Ook então.
Quando estava para sair alguém esbarrou em mim.
Pudia jurar que vinha sido Tasha, me provocando novamente, mas quando virei encontrei a garota de cabelo castanho que estava com Luke antes.
-Foi mal. –Ela disse e me deu o que primeiro achei que fosse um olhar de ódio. Logo depois reconheci como ressentimento. A menina tinha lágrimas nos olhos. Deixei-a passar e fui em direção ao refeitório. Eu estava morrendo de fome.

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Capítulo 11- Camile

Mensagem por Lexi em 30/11/2013, 20:57

Eu não podia culpar o jeito que ele me encarava. Afinal fui eu que esbarrei com o garoto no corredor. Ok, acho que você já está tirando conclusões precipitadas que eu sou a maior desastrada. Bem, não sou. Mas eu não conseguia tirar da cabeça o olhar que aquela garota tinha me dado, além disso, acho que a minha sorte deu adeus e foi se juntar a o último ganhador da loteria.
Enfim, o garoto que eu esbarrara e que agora me encarava era lindo, de verdade. Eles vestia roupas pretas e calçava coturnos. Ele tinha pele pálida, cabelos escuros e olhos estranhos, muito estranhos. Estia jeans preto, camiseta rasgada, coturnos e uma jaqueta de couro que ficava incrivelmente bem nele. Ele tinha um olhar meio rebelde, mas não era isso o estranho nos olhos deles. Eles eram quase multicoloridos, eu não sabia dizer ao certo a cor deles... Reluziam em castanho, verde e azul. E aqueles olhos me encaravam. Me limitei a sorrir, dizer um foi mal e cair fora. Ele pode ser bonito mas a) eu estou com fome e b) não é muito legal ter alguém olhando pra você como se você fosse dar piruetas em cima de um prédio em chamas enquanto ressuscita a Amy Winehouse. Ok, exagero. Como se você fosse eu, a nova caloura momento.
Eu entrei direto na cafeteria e fui até a mesa do buffet, pegando meu delicioso salmão e Coca-Cola. Eu andei até a mesa em que Rocky e Thiago estavam e sentei, não demorando pra comer.
-E aí, como foi o encontro com a Sarah? –perguntou Rocky, mais ou menos ao mesmo tempo em que Mark e Perry chegaram.
Eu contei tudo, mas não falei nada sobre a foto ou que ela estava chorando.
-Viiish, matando aula logo no primeiro dia, sei não, vai deixar uma má impressão caloura. –Comentou Perry.
Não tive tempo de responder por que nessa hora Vick chegou sentando e perguntando:
-Algum de vocês sabiam que o Lew Cornner se machucou feio essa semana?
-O Lew?
-Não, o que foi?
Aparentemente eu era a única que não fazia a mínima ideia de quem eles estavam falando.
Thiago sacou isso antes do resto do pessoal, então disse :
-Os vampiros têm uma espécie de competição, Os Grandes Jogos de Verão, como os jogos olímpicos humanos. Neles, há várias categorias de participação e vampiros de todas as Houses of Night do mundo participam –explicou Thiago.
-Lew Cornner foi o vencedor da corrida do ano passado. Ele competiu com vampiros adultos e tudo e aí ele é tipo rápido do mundo. Mas ele não é um idiota que fica se achando, ele super legal. O Lew é dessa House of Night mas ele tá viajando–completou Rocky.
-O que aconteceu com ele? –perguntou Perry deixando um pouco a comida de lado.
-Depois da aula de sociologia eu encontrei a Lira chorando no banheiro, aí eu fui perguntar o que foi. Ela disse que tinha acabado de falar com a Bianca e ela tava indo pra Roma. Parece que o Lew se machucou mesmo, quebrou o braço e torceu o tornozelo, rompeu ligamento, a porra toda.
-Como foi que ele se machucou?
-Ninguém sabe. Ela falou que encontram ele perto da House of Night da Roma, com o tornozelo torcido e os outros machucados. Desmaiado.
-Ele tá bem?
-É isso que a irmã dele vai viajar pra ver. A Bi disse que liga assim que chegar lá, mas ela só vai pegar o voo de manhã. Às 9.
O clima na mesa parecia meio pesado depois da notícia.
-Eu pensava que ela tava mal por causa da nova namorada do Cornnor. –comentou Perry.
-Eles são ex? -perguntei
-É. Já terminaram há algum tempo mais acho que ela ainda espera algo.
No momento, o que eu queria mesmo saber é como o garoto mais rápido do mundo tinha se machucado assim. Na verdade eu acho que esse era a dúvida que rodava a mesa.

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Capítulo 12- Camile

Mensagem por Lexi em 30/11/2013, 21:19

Enquanto o clima pesado rodava a mesa,Um garoto de casaco azul e cabelo escuro liso sentou na nossa mesa.
-Hey. O que foi?
-Lew – falou Rocky, meio chateada.
-Aah. A Lira tava falando com a Bianca agora, os pais dela já estão em Roma. Eles avisaram que o Lew tá fora de perigo. –o clima ao redor da mesa pareceu ter aliviado um pouco.
-Já sabem o que houve? – perguntou Mark.
-Não. Acham que pegaram ele de surpresa ou algo do gênero. Os ferimentos parecem ser de uma briga ou algo assim. Tão desconfiando de um grupo contra vampiros por causa dos outros ataques.
-Houveram outros ataques?
-Só dois. Um na Austrália e outro em... Não lembro onde foi, mas é bem longe da Itália, tenho certeza. Isso deixou a polícia um pouco intrigada principalmente porque não tem a menor relação entre os ataques–o clima meio pesado voltou e acho que só aí ele percebeu que eu não fazia ideia de quem ele era.- Aah, meu nome é Jack, nos estamos na mesma classe de espanhol.
-Prazer – eu sorri mas não disse meu nome. Não precisava. Suspeitava que todo mundo já falava de mim mesmo. E também não comentei sobre a aula de espanhol. Tinha passado tempo demais voando para notar sua presença.
-Hum, esqueci. Depois eu mostro seu armário, todo mundo têm um. –comentou Rocky, finalmente comendo um pedaço do seu frango.
-Eu mostro se você quiser –sugeriu Jack com um sorriso.
O clima tenso diminuiu e começamos a conversar.  Alguns minutos antes de tocar eu e Jack saímos para ver meu armário.
Estávamos conversando e rindo, perto das portas de carvalho, quando um dos garotos chamou Jack. Eu vi o mesmo garoto que eu esbarrei, mas ele estava encostado na parede do corredor, admirando o nada. Sozinho, o que achei estranho. Quero dizer é hora do almoço (bem se ignorarmos o fato de ser noite. Ainda vou me acostumar com isso) e todos estavam comendo e conversando.
Antes que eu pudesse falar algo Jack voltou e ignorando totalmente o garoto na sua frente, continuou a andar enquanto me explicava o sistema de armários na House of Night.
-Quem...
-Derek. –ele não disse mais nada sobre Derek, o que causou um silêncio meio irritante. Jack retornou o assunto e voltamos a conversar.
Eu peguei meu livro de sociologia vampira e fui sozinha para a aula, já que Jack agora tinha alguma aula que era tudo menos sociologia. Eu era da mesma sala de Vick e Rocky então sentei entre as duas.
Ok, a aula de sociologia foi incrível. Para começar Diaspro tinha aquilo manter a sua atenção na aula até o fim. Mas não ficávamos calados. A aula era super dinâmica, todos falavam sua opinião e o que sabiam. Isso deixava o clima mais relaxado e o tempo passava sem você perceber. Começamos a falar sobre os tempos antigos, a Grécia, as pessoas que se destacaram nesses tempos, em grande parte as mulheres. Falamos da relação de alguns mitos com a realidade e assim por diante. Sempre algum comentário mudava um pouco o rumo da conversa, mas sempre mantínhamos o tema central.
Faltavam alguns minutos pra aula acabar e nós estávamos discutindo sobre a existência de um “Oráculo”, que existia nos tempos antigos.
-O Oráculo de que estamos falando possuía um dom da nossa Deusa. Ela tinha visões, profecias de um futuro que sempre se concretizava.
-Pensei que as visões da Deusa servissem para nos alertar para um futuro que podemos mudar. –comentou uma loira meio baixinha com cabelo decididamente tingido.
-Existem diversos dons, bem como a representação deles. Existem visões que vislumbram o futuro, outra o passado. Às vezes essas visões vêm por vontade própria, embora na maioria das vezes isso não é possível. Esse é um dom diferente, pois a Deusa pode proporcionar visões a todos os seus filhos, sem ser necessariamente um dom. Alguns futuros são nos mostrados para serem mudados, mas esse não era o caso. As profecias desse Oráculo sempre se cumpriam e isso a deixou conhecida. Mesmo após sua morte, outros se sobressaíram com o mesmo nome... E...
Nesse momento o sinal tocou e enquanto pegávamos nossas coisas, Diaspro reforçava a lição de casa.
A aula de Tae Kwan Do foi surpreendente. Quem ensinava era uma professora, Atlanta, em homenagem a grande guerreira grega. Atlanta é não é uma mulher doce e alegrezinha, nem toda sorridente. Ela tinha uma postura mais séria, cabelos ruivos (não o ruivo de Vick, mas um ruivo escuro e um pouco estranho) presos num rabo-de-cavalo e roupas mais folgadas, acho que para não limitar seus movimentos.  Ela andava pela sala dando dicas (Chase pare de rir, isto é serio! James ataque com mais precisão! E coisas do tipo) ou ordens não sei direito. Assim que os movimentos se tornavam uma briguinha de alunos ela intervinha. Eu achei que ia me dar mal nessa aula, pois nunca tinha realmente feito alguma arte marcial. Quando eu tinha 8 anos tinha entrado no karatê por dois meses e quando eu tinha 9 fiz exatas três aulas de kung fu.
Enfim, pra começo de conversa, no início você faz dupla com algum veterano pra ele te ensinar o básico. Eu fiz dupla com Mark, o que foi bem divertido, porque ele era engraçado e explicava bem. A aula passou surpreendentemente rápido enquanto eu aprendia os movimento iniciais. Atlanta até mesmo me elogiou no final da aula, o que não parecia ser pouca coisa. E assim passou minha primeira aula de Tae Kwan Do.
Eu subi as escadas (tinha elevador, sim, mas a escada tava mais perto) em direção a aula de Artes Plásticas. Eu já andei a cavalo algumas vezes e adoro eles, mas como eu já disse tenho uma paixão enorme por arte.
Eu entrei na sala e ela era bem....diferente. Haviam mesas de madeira e duas cadeira de um só lado, como se a aula fosse em dupla. As janelas eram enormes e dava pra ver boa parte da House of Night de lá. A vista era maravilhosa. A parede dos fundos da sala estava entupida de portas, acho que todas para algum armário.
Vi Derek no final da sala, ele estava sentado na cadeira ao lado da janela e encarava a vista. Reconheci também Aline Linspector, das apresentações a distancia de Vick. Só a cadeira ao lado dela, a ao lado de Derek e a de uma garota loira estavam vazias. Detalhe: a garota loira tinha botado a bolsa na cadeira vazia. Eu fui ao lado de Aline e sentei. Ela trabalhava em um desenho com muita atenção. A pintura a óleo retratava um por do sol e era absolutamente incrível. Sério.
Ela sorriu ao ver a minha cara –Desculpa quando pinto algo fico totalmente concentrada nisso. Aline Linspector.
-Camile Johnson Williams. E eu sou mais ou menos assim também.
-A pintura a óleo foi da semana passada. Hoje vai ser algo novo com certeza. –Ela  sorriu e começamos a conversar. A conversa foi emocionante pois nós duas amávamos artes. Logo o professor invadiu a sala. Nunca tive um professor de artes. Ele aparentava ter uns vinte e poucos anos e era daquele tipo eu-não-malho-muito-mas-tenho-músculos-porque-sou-foda. Ele tinha cabelo castanho claro/loiro escuro, barba quase inexistente e covinhas (covinhas <3). Ele sorriu pra mim, me deu boas vindas e pediu os trabalhos da semana passada. Todos entregaram as pinturas e ele não perdeu tempo antes de explicar o próximo projeto. Ele falou que queria trabalhar como esculturas na próxima aula, então ele passaria uma tarefa relativamente simples. Nós teríamos que desenhar o nosso parceiro numa tela 40x40.
Eu rapidamente desenhei Aline, pintei e dei alguns rápidos retoques. Uma coisa legal da House of Night é que ela parece ter tintas de todas as cores, ao contrário do colégio, que quase nunca tem a que você quer. O quadro ficou bom, mas eu podia ter feito melhor, se tivesse mais tempo. Apolo (é o nome do professor embora eu tenha visto umas 3 garotas chamando ele de Al) me elogiou e a turma toda se virou pra olhar meu quadro, exceto por Derek que voltava a encarar a janela. Ele tinha desenhado o professor, o que achei estranho. Logo depois percebi que não havia ninguém ao lado dele. Apolo teceu rapidamente comentários sobres as obras dos alunos, falando mais sobre uns e basicamente ignorando outros.
Quando a aula finalmente acabou, Aline e eu fomos para o Salão de Jantar juntas e conversando.
Eu sentei na mesa de sempre mas agora Aline e Jack sentavam conosco. Nós comíamos e conversávamos, até que alguém mencionou alguma música.
Minha mente trabalhou mais ou menos assim:
Música --------> Aula de música --------> Eu e Luke trabalharmos na música.
Oops
Bem comentei sobre isso com o povo da mesa e corri em direção ao portão principal. Esperava que ele não tivesse se irritado por eu estar atrasada. Muito atrasada.

Lexi
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Capítulo 13- Tasha

Mensagem por Lexi em 29/1/2014, 14:47

Se afogar era uma merda.
Ok, caso esteja se perguntando quando diabos Camile se afogou, aqui é Tasha. Sim, não ache que a Camile vai narrar essa porra toda. Enfim...
Eu obviamente sabia que tinha muita gente falando sobre o meu “teatrinho”, como se eu tivesse FINGIDO me afogar. Bem eu queria. Se afogar de verdade é uma merda.
O mais próximo que eu tive de uma aula de natação foi quando eu tinha uns 8 anos. De forma resumida, os adultos fizeram o de sempre e largaram seus filhos na beira do mar enquanto vão beber, conversar e ouvir música. Eu não sabia nadar por que nunca ia pra praia e o mais próximo que eu tinha chegado de uma piscina foi uma banheira, quando eu era bebê óbvio. TODAS as crianças nadavam e brincavam no mar enquanto eu bancava a forever alone na areia. Um garoto irritante e imbecil, que era meu amigo na época, o Oscar, que na época tinha uns 12 anos, teve a brilhante ideia de me arrastar para o mar, pois “só se aprende a nadar nadando”. Então ele simplesmente me jogou na água. O retardado demorou pelo menos um minuto com o sorriso no rosto pra perceber que ei, eu realmente não sei nadar. E ei, eu tô me afogando nessa porra.
Se afogar na fonte de Nyx foi BEM diferente. Talvez pela droga da água não ser salgada. Mas....
Ok, me perdi.  Nessa hora eu tava mesmo é pensando no Matthew. A idiota conversa sincera tinha conseguido se transformar num barraco.
Não estava mal por ter envolvido a Camile. Primeiro, não gosto mesmo dela. Primeiro o jeito imbecil que ela me tratou ontem e ainda aquilo.  Até por que, ela vai superar isso. Além disso, os novos amiguinhos da Camile vão estar prontos para formar o grupinho de defesa dela.  Eu sei que a culpa é de Matthew por ser um idiota e até minha por transformar a conversa sincera num reality show. Mas aquela garota se meter já é demais. Só faz lembrar de...
-Ei, você tá bem? – voz de Liáh ecoava no banheiro. Já era o quarto banho q eu tomava e não conseguia tirar a droga do episódio do afogamento na cabeça. Acho que Liáh tava começando a achar que eu tinha morrido.
-Aham. Vou só me vestir pra ir pra aula. Melhor, acho que vou matar a segunda aula.
-Por que?
-Dar de cara com ele é a ÚLTIMA coisa que eu quero. Agh.
Ela riu –Vivi trouxe suas coisas. Estão em cima da cama. Ela foi pegar algo melhor pra você vestir. Pronta pra contar a história de você e Matthew?
-Fale como se não soubesse. E outra o conselho imbecil de vocês que colocaram num barraco. E parece que Diaspro é a mentora dessa Camile.
-O conselho de vocês vírgula. Eu disse pra você falar com ele. Mas a ideia foi praticamente da Vivi. Não que você vá dizer isso a ela. Ela vai se chatear. Mas esse jeito do Matthew já tá irritando faz um tempinho. O que mudou?
-Nada
-Aham sei. E eu sou o Peter Pan. É muito legal morar na Terra do Nunca.
-Bem desse ser maravilhoso ser um pirralha voador eterno que vive perdendo a sombra. O quanto Vivi te falou?
-O suficiente pra me deixar curiosa.
Nessa hora Vivi chegou com quatro looks.
-Eu sei que sou linda, mas sou uma só –comentei e puxei um cabide da mão dela.
-Eu não consegui decidir. Mas acho esse o mais a sua cara.
-Então esse –eu peguei a roupa que ela mais gostara e vi ela por as outras três roupas na cama da minha “colega de quarto” –Não deixa isso aí.
-Ela tem sensores na cama?
-Nunca duvide da ruiva problemática. Principalmente com a chegada dessa Camile. Como se não  bastasse a ruivinha querer dar uma de defensora do Matthew sem nem saber o que houve. Credo.
Meu celular vibrou, avisando uma mensagem, entrei no banheiro, segurando e roupa e o celular e fechei a porta.
Ao ver o nome de quem enviou já tive vontade de jogar o celular na privada e dar descarga.
Desculpa por hj, ainda to confuso com aquilo... Vc sabia q eu n queria q aquilo se tornasse algo publico ):  podemos conversar mais tarde?
Matthew. Idiota. Que tipo de garoto diz as coisas que ele diz e me pede desculpa minutos depois?  E POR MENSAGEM. Agora sim, eu digo tudo que devia ter dito no barraco lá fora.
Ñ. Ñ desculpo, ta querido? Eu ñ tenho a menor culpa se vc me beija num dia pra depois fazer questao de gritar pra escola inteira que nunca nem me quis ver na sua frente. Como se eu fosse postar no facebook que estamos namorando e vamos nos casar. Qnt a sua conversa mais tarde, ñ passou pela sua cabeça que era oq eu queria hj? Ñ pq vc tava ocupado demais se desesperando pra se alguém soubesse. Da uma de imbecil e fazer td errado so pra dps me pedir desculpa por msg ñ ajuda EM ND.
So te fode matthew

Vesti a roupa que Vivi me deu. Era o estilo roupa-cara-e-de-marca-para-te-humilhar-pelo-fato-de-eu-ter-dinheiro. Agora já estava se tornando MEU estilo.
Meu celular vibrou novamente. Se fosse Matthew de novo, eu não iria poupar meus foras.
Mas não foi o número de Matthew que apareceu ali. Aparentemente, minha mentora queria algo.
Eu respondi rapidamente e deixei as meninas me ajeitarem um pouco. Depois fui direto pra terceira aula. Música deveria ajudar. Mas quando vi Camile lá... Talvez não ajudasse.
O celular vibrou de novo. Mais um serviço. Ou... Uma resposta de Matthew. Nenhuma das duas parecia uma boa opção.

Lexi
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Re: O Primeiro Desafio

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